quarta-feira, 14 de outubro de 2009

À BASE AÉREA Nº 4 - LAJES

Sim!…
Justiça seja feita
à Base das Lajes!
Alerta no Atlântico...
Qual açor pairando vigilante
sobre as ondas do mar
Tenta cumprir,
custe o que custar;
Sua missão;
Seu próprio lema;
“PARA QUE OUTROS VIVAM!”...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

DESPEDIDA DO "CHIPMUNK"


Voaste alto velho “Stuka”
Foste “Macaco” do ar
Dizendo como se educa
Quem quereria voar!


Vistes tantas “chatices”
Com as tuas asas cor d’aço
Sofrendo as “pardalices”
Que te dava o “pilotaço”!


Velho “Chip” que aturaste
A “Malta” na instrução
A todos nós tu deixaste
O teu sabor de avião!


Por isso a ti “Chipmunk”
Num adeus que faz memória
Dir-te-ei deste palanque
Que alcançaste a vitória!


Tens hoje a tua glória
Ao partires da nossa frota...
Ficarás sempre na história
De: Aveiro, Sintra e Ota!


Adeus oh “velho guerreiro”
Que não soubeste perder
Foste entre todod – primeiro
“CUMPRINDO ALÉM DO DEVER”!



OTA – BA2 – (Base Aérea Nº 2) – 30/9/1989.
(Poema lido pelo locutor Fernando Pessa durante o evento)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ASSOCIAÇÃO DOS ESPECIALISTAS

A farda
de azul celeste
Com orgulho
vestiste
Passageira de ilusão
que soubeste
Servir na juventude
e serviste
Em plenitude
com tanta ACÇÃO!


Foste semblante
que sorriu
À PÁTRIA
em seu garante
De alma
e coração
Que se viu
e se sentiu,
Por vibrante
da nobre AVIAÇÃO!


Foste ardor
calor da NAÇÃO!
Valor
de artistas
Que foram
e serão...
Porque a FORÇA AÉREA
ainda são:
ASSOCIAÇÃO
DOS ESPECIALISTAS!


À AEFA – Associação dos Especialistas da Força Aérea

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O AVIÃO... O FUTURO... A CRIANÇA...


(Aos meus netos)


O AVIÃO...
O FUTURO...
A CRIANÇA...


O SONHO...
A VIDA...
A ESPERANÇA...



Num avião de papel
voei, um dia,
em pequenino...


Meu avô
homem velhinho
tão velho
todo branquinho
me fizera,
me dera
um avião de papel
um balão
e um cordel!...


Eu não sei, porquê?
Não sei bem?
Talvez soubera
minha mãe,
porque o fizera!
Tão velhinho
ele já era
e não havia aviões...
haviam barcos e tanques
haviam guerras canhões
haviam lutas e mortes
haviam só revoluções!


Porque o fez?
Se fez bem?
Só soubera
minha mãe!...


Eu era tão pequenino...
Nas aves via o voar
a elas queria chegar
querendo-as imitar
com o avião de papel
e o balão de menino
suspenso por um cordel!...

Mais tarde,
muito mais tarde
Meu avô
homem velhinho aos céus havia chegado
e eu ficara sòzinho
com meu sonho de menino
meu avião de papel
um balão
e um cordel!...


E do sonho de menino
me transformei rapazinho
e de rapaz
homenzinho!


Mas, um dia recordando...
o avião que em menino
me dera meu avôzinho
quando já era velhinho
e eu era pequenino
Me fizera pensar
sonhar - voando...
os céus poder alcançar
- em vida -
e não sonhando
poder um dia, aos céus
chegar
como ave voando...


E então,
ver afinal
meu sonhar
meu ideal
sabendo porquê?
Porque um dia:
Meu avô
homem velhinho
tão velho
todo branquinho
me fizera
me dera,
um dia,
um avião pequeninho
um avião de papel
um balão
e um cordel!...


Porque o fizera?
Não sei?
Minha mãe
não me dissera!


Agora,
hoje sei!
e já não sou pequenino,
que voar é liberdade
é vencer ansiedade
é reviver mocidade
o meu sonho de menino!...





Meu avô
homem velhinho
Lá no Céu
está vigiando
o sonho do seu menino...
tão velho
e tão sòzinho
ele vai suspirando,
enquanto eu vou voando
o meu sonho de menino!...



E hoje
já homenzinho
o avião pequenino
meu avião de papel
um balão
e um cordel
eu trago sempre comigo!...
É o meu maior amigo
esse avião de papel
que meu avô
me deixou
e um dia transformou:


O MEU SONHO...
MINHA VIDA...
MINHA ESPERANÇA...

NO AVIÃO...
MEU FUTURO...
NO MEU SONHO DECRIANÇA!...



Aos meus netos: Tiago, Diogo, Maria e Martim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

NA ESTEIRA DA RECORDAÇÃO

Partimos d’outro Sagres
e voámos
Algures sobre o sertão
reencontrado,
Surpreso vasto infindo
por nós achado
de alma e coração


“A ÁFRICA, farta de não existir ainda!
farta de ser subúrbio de si própria!”
farta de apodrecer no interior;
de ser terra-mato
e ser adubo do futuro!
ávida por ver sorver civilização!...


O que era, não poderia durar mais
porque era pouco ou quase nada!
(Algo viria a ser! - se fosse?
E viria a ser tudo?!)
...E hoje, é ‘inda o que é!
e eis tudo!...


(É tudo?!... E ainda, não é nada!)
“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena”.
(disse o Poeta: - uma vez!)
A ALMA fora grande...
e grande é ter-se sido
e o ser-se PORTUGÊS!...


Navegadores:
Descobridores:
Sertanejos-Aviadores: - nós fomos!
descendentes “D’ESSES” - Os Primeiros
- Fomos “PIONEIROS”
ao aproximarmos terras p’lo ar!
ao levarmos a terra aos povos
e povos a verem mar!...


Os anos voaram
prata!...
Anos, que já lá vão:
de juventude e glória;
de ilusão e história!
- Somos AVIAÇÃO!...


À Amizade
que o tempo não mata
junta-se, a nós, a Saudade
Nessa hora, que é - Verdade!
Quão forte é: RECORDAÇÃO!...



25º Aniversário do A. B. 3 (Aeródromo Base Nº 3 – N’GAGE – ANGOLA (Base do Lumiar, 15/2/1986).

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ÁFRICA

ÁFRICA
mar de terra infinda…
Onde as ondas
são vento esverdeado
Ondulando o capim
e o sertão;
Onde o princípio
é fim inacabado
(de um ali... um ainda)
Onde o silêncio do dia-a-dia
é mais que noite-escuridão!...


ÁFRICA
De intranquila certeza
E de inóspita salubridade;
Da incógnita surpresa
Duma virgem-natureza
Fingindo irrealidade...


Um negror de inquietude
Do sol mais que escaldante;
Onde o labor é tão rude
E o – sem saber – a virtude
D’um intrépido emigrante...


ÁFRICA:
Eterna longa saudade
De um acenar mutilado
Qu’atraiçoou a verdade
Ao ter servido a vontade
De um valor inacabado...


Mar tão distante do Mundo
Sulcado por imperdão
Num regresso tão infundo
No magoar mais profundo
Que só rasgou a Nação!


ÁFRICA
África nua!...
Mar de terra infinda
do além...
(que não é minha,
nem tua)
Mas que, por ser de todos,
ainda é de ninguém!...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ANGOLA



ANGOLA
cansada da Guerra
“que quanto mais come
e consome
menos tanto se farta...”
Revolvendo terra
a terra
em caos;
em morte;
em fome
Tendo tido, a má sorte,
- qual fera -
Que d’um todo
nada reparta...


Cabinda;
Jamba;
Namibe
Numa luta fraticida
(d’um irmão
qu’ali reside)
Que nunca terá razão
No destino, que o divide
(do viver de nova vida)
Torrão, que não
se decide
Em ter a paz
Por Nação