Os aviadores portugueses
te evocam
(para o Além)
e te eternizam!...
As lágrimas de mulher;
de mãe;
de dor
sensibilizam
(em ti),
a lenda
e o amor!...
Te exaltam
humilde e recolhida
anónima rosa
chorosa esquecida...
E te recordam
conhecida
(que foste)
ETERNA DESCONHECIDA!
sábado, 5 de dezembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
AS PORTAS DO CÉU
As portas do Céu
abrem-se de par em par...
Caminho descuidado
liberto do pecado
tranquilo
puro
fugindo do asilo da terra,
da inquietude do mar,
do pesadelo do passado;
olhando o céu
o futuro.
As cores garridas da vida
agora esmaecidas,
fundem-se sob um véu obscuro
encobrindo as dores sofridas
do Mundo
e, de degrau em degrau,
em alvorada
por eles me encaminho
no horizonte profundo
para o Além!
No alto
a Cruz, simbolo de Cristo,
luz que se ergue ao olhar
numa imagem de Belém,
numa Aleluia de Páscoa;
em que o mal
(por milagre)
se redime em bem!...
Então... a voar
não resisto
à esperança,
à fé,
à caridade;
e, numa visão
a sonhar
caminho,
pé ante pé
devagar
com segurança
tranquilo
confiante
na ETERNIDADE!
abrem-se de par em par...
Caminho descuidado
liberto do pecado
tranquilo
puro
fugindo do asilo da terra,
da inquietude do mar,
do pesadelo do passado;
olhando o céu
o futuro.
As cores garridas da vida
agora esmaecidas,
fundem-se sob um véu obscuro
encobrindo as dores sofridas
do Mundo
e, de degrau em degrau,
em alvorada
por eles me encaminho
no horizonte profundo
para o Além!
No alto
a Cruz, simbolo de Cristo,
luz que se ergue ao olhar
numa imagem de Belém,
numa Aleluia de Páscoa;
em que o mal
(por milagre)
se redime em bem!...
Então... a voar
não resisto
à esperança,
à fé,
à caridade;
e, numa visão
a sonhar
caminho,
pé ante pé
devagar
com segurança
tranquilo
confiante
na ETERNIDADE!
sábado, 14 de novembro de 2009
PRECE DE UM HERÓI
Meu Deus!
Eu não Vos peço
O reino da terra,
Nem o domínio dos mares,
Nem a imensidade celestial!
Eu não Vos peço - Senhor
A glória dos heróis,
Nem a fama dos sábio,
Nem a bondade dos santos!
Eu não desejo que me Dês
O que eu não mereça - Senhor
Não quero a eternidade da vida,
Nem a memória dos séculos!
Não quero o prazer,
Nem a dor,
Nem a guerra,
Nem a paz!
Quero apenas - Senhor
Que a luz do Céu
Me ilumine no caminho
Da honra,
Da fé,
E da coragem!...
Dedicado ao alferes pára-quedista MANUEL JORGE MOTA DA COSTA, morto em Angola – Bungo – em 8 de Maio de 1961.
Eu não Vos peço
O reino da terra,
Nem o domínio dos mares,
Nem a imensidade celestial!
Eu não Vos peço - Senhor
A glória dos heróis,
Nem a fama dos sábio,
Nem a bondade dos santos!
Eu não desejo que me Dês
O que eu não mereça - Senhor
Não quero a eternidade da vida,
Nem a memória dos séculos!
Não quero o prazer,
Nem a dor,
Nem a guerra,
Nem a paz!
Quero apenas - Senhor
Que a luz do Céu
Me ilumine no caminho
Da honra,
Da fé,
E da coragem!...
Dedicado ao alferes pára-quedista MANUEL JORGE MOTA DA COSTA, morto em Angola – Bungo – em 8 de Maio de 1961.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O VOO MAIS LONGO
Naquela manhã…
Alegre
Esplendorosa
Sobre o cálido mar
No azul dos céus
De asas prateadas
Qual pássaro gigante
Se erguera
Num último adeus...
Tudo era calmo
Em seu redor:
A brisa costumada;
O céu azul;
O mar sereno
das praias de Luanda
Envoltas
Em tépido calor!...
Nisto!
Uma sombra negra
Surge no sul...
Não tardou
O estrondo!
A ave
Com a “CRUZ DE CRISTO”
Ornada
Jamais se fizera
Ouvir...
Duas vidas
Para o
“VOO MAIS LONGO”
Acabavam
De
Partir!...
(Acidente Aéreo em LUANDA – Mussulo- 29/5/1965)Ten.Pilav Aníbal Nunes de Magalhães e 2º Sarg. Pil Manuel Júlio Ferreira da Silva.
Alegre
Esplendorosa
Sobre o cálido mar
No azul dos céus
De asas prateadas
Qual pássaro gigante
Se erguera
Num último adeus...
Tudo era calmo
Em seu redor:
A brisa costumada;
O céu azul;
O mar sereno
das praias de Luanda
Envoltas
Em tépido calor!...
Nisto!
Uma sombra negra
Surge no sul...
Não tardou
O estrondo!
A ave
Com a “CRUZ DE CRISTO”
Ornada
Jamais se fizera
Ouvir...
Duas vidas
Para o
“VOO MAIS LONGO”
Acabavam
De
Partir!...
(Acidente Aéreo em LUANDA – Mussulo- 29/5/1965)Ten.Pilav Aníbal Nunes de Magalhães e 2º Sarg. Pil Manuel Júlio Ferreira da Silva.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
DIA DO ARMISTÍCIO

Às 11 horas e 11 minutos, há 91 anos os combatentes em França concordaram em parar de lutar!
Este acto levou a Paz a uma Europa devastada pela guerra, que acrescentou fome, miséria e injustiça a muitos milhões de pessoas, que em muitos casos sentiram, na pele, a privação, o sofrimento e a dor!
As hostilidades iniciadas em 1914 arrastaram-se até 1918 e terminaram com a assinatura da Paz, o denominado Tratado de Versailles!
A Primeira Grande Guerra ou simplesmente Grande Guerra teve a participação de Portugal, num período crítico da sua História, caracterizado pela instabilidade política e vazio de poder que levou a uma situação de abandono das Tropas Portuguesas, concentradas no Corpo do Expedicionário Português - CEP, que se debatiam em condições difíceis e tenebrosas, especialmente nos campos da Flandres!
Muitos desses valorosos combatentes pereceram aí, lonje da sua Pátria e das suas gentes e foram sepultados no denominado Cemitério Português de Richbourg, em Armentières.
Na primavera seguinte, os campos da Flandres antes adubados com sangue, cobriram-se de vermelho...com milhares de papoilas, celebrando a seiva renascida dos que aí tombaram!
sábado, 7 de novembro de 2009
O VOO MAIS ALTO
Libertei-me dos elos rudes da terra
e vaguei sorrindo, em asas prateadas!...
Subi visando o sol, em louca correria
e achei-me, em sonho, entre nuvens doiradas
de alegria confundido!...
Voei...
Planei...
Amei meu sonho e de perdido
me achei!
Alto, bem alto,
Num silêncio que o sol acalenta,
repousei!
Segui o vento do destino
através da imensidade da aragem!
Voei...
Voei...
Mais alto
cada vez mais alto
e no azul profundo, delirante,
flutuei!
Lá, nas alturas,
onde o vento tem o aroma do infinito
e jamais cotovia alguma ou águia se acharam,
me achei!
Senti-me no vácuo!
Sem maldade;
sem agruras;
sem tristeza;
longe da terra
perto da certeza,
achei o deseto celestial...
o paraíso...
...então:
estendi meu braço;
olhei minha mão;
vi o rosto de Deus
e no Seu sorriso achei meu coração!...
e vaguei sorrindo, em asas prateadas!...
Subi visando o sol, em louca correria
e achei-me, em sonho, entre nuvens doiradas
de alegria confundido!...
Voei...
Planei...
Amei meu sonho e de perdido
me achei!
Alto, bem alto,
Num silêncio que o sol acalenta,
repousei!
Segui o vento do destino
através da imensidade da aragem!
Voei...
Voei...
Mais alto
cada vez mais alto
e no azul profundo, delirante,
flutuei!
Lá, nas alturas,
onde o vento tem o aroma do infinito
e jamais cotovia alguma ou águia se acharam,
me achei!
Senti-me no vácuo!
Sem maldade;
sem agruras;
sem tristeza;
longe da terra
perto da certeza,
achei o deseto celestial...
o paraíso...
...então:
estendi meu braço;
olhei minha mão;
vi o rosto de Deus
e no Seu sorriso achei meu coração!...
domingo, 1 de novembro de 2009
O VENTO DIVINO
Voo pela estrada da vida
ainda consciente
e vivo
rumo ao túmulo dos mortos...
O vento Divino
sopra-me a alma
num zumbir
inqietante
de loucura:
- é o meu testamento!
Os halos do sol
iluminam-me o pensamento
de audácia e juventude:
longe da amargura:
dos desaires do Mundo;
da inquietude!
Como num sonho profundo
voo em direcção
à nuvem clara de esperança,
mas, sem esperança
condenado por acção da sorte
na missão guerreira:
- à morte!
Meu coração
saudade
que balança
palpitante
e não se cansa
por alcançar, na vida
o poente
da humanidade!
Levo comigo
a flor da cerejeira
E canto
o Hino do “Sol Nascente”
nesta longa viagem:
a derradeira,
a caminho da ETERNIDADE!...
ainda consciente
e vivo
rumo ao túmulo dos mortos...
O vento Divino
sopra-me a alma
num zumbir
inqietante
de loucura:
- é o meu testamento!
Os halos do sol
iluminam-me o pensamento
de audácia e juventude:
longe da amargura:
dos desaires do Mundo;
da inquietude!
Como num sonho profundo
voo em direcção
à nuvem clara de esperança,
mas, sem esperança
condenado por acção da sorte
na missão guerreira:
- à morte!
Meu coração
saudade
que balança
palpitante
e não se cansa
por alcançar, na vida
o poente
da humanidade!
Levo comigo
a flor da cerejeira
E canto
o Hino do “Sol Nascente”
nesta longa viagem:
a derradeira,
a caminho da ETERNIDADE!...
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