quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ASAS DE PORTUGAL

“NOSSA SENHORA DAS ASAS” Capela da BA1 Sintra (Granja do Marquês) – Cerâmica de Lena Perestrello.

NOSSA SENHORA DO AR
Em Suas mãos detêm
Com amor celestial
De puro
e terno olhar
Com o carinho
de Mãe
- AS ASAS DE PORTUGAL





Do aviador Resguarda
As Asas
qu’ele mereceu
Com orgulho sem igual
Ostentando
em sua farda
Farda qu’a Pátria
lhe deu:
- Com ASAS DE PORTUGAL!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MÃE PORTUGUESA

MÃE PORTUGUESA!
MÃE DE PORTUGAL
- em que pensais?

Na teia da vida
que fiaste...
ou nos dias
que te restam
e nada mais?
DOBASTE
dia a dia,
o sol da vida!
TECESRE,
em sonhos,
tanta ilusão!
AMASSASTE,
com o suor
do trigo,
o pão!
SEMEASTE,
com amor,
a terra querida!

FOSTE A HISTÓRIA,
o sofrimento
FOSTE A GLÓRIA,
o testamento!
FOSTE O PASSADO!
ÉS A ESPERANÇA;
a criança
no sorrir!
ÉS O FUTURO:
- O PORVIR!

VIVESTE
alegrias
e desejos;
SOFRESTE
a agrura
e a tristeza;
FOSTE CARÍCIAS
e beijos;
FOSTE TERNURA
e beleza!
TEUS FILHOS
são Teu fruto
e são semente.
ÉS MULHER!
Que melhor riqueza
terias Tu,
certamente
do que seres
eternamente
MÃE PORTUGUESA!


QUE MAIOR PRAZER
QUERERÁS TER?
QUE SONHOS TEUS?
QUE IDEAL?...
PODERES SER
um dia igual
À MÃE DE DEUS?!...
MÃE DE PORTUGAL!

sábado, 5 de dezembro de 2009

ETERNA DESCONHECIDA

Os aviadores portugueses
te evocam
(para o Além)
e te eternizam!...


As lágrimas de mulher;
de mãe;
de dor
sensibilizam
(em ti),
a lenda
e o amor!...


Te exaltam
humilde e recolhida
anónima rosa
chorosa esquecida...


E te recordam
conhecida
(que foste)
ETERNA DESCONHECIDA!

domingo, 22 de novembro de 2009

AS PORTAS DO CÉU

As portas do Céu
abrem-se de par em par...


Caminho descuidado
liberto do pecado
tranquilo
puro
fugindo do asilo da terra,
da inquietude do mar,
do pesadelo do passado;
olhando o céu
o futuro.


As cores garridas da vida
agora esmaecidas,
fundem-se sob um véu obscuro
encobrindo as dores sofridas
do Mundo
e, de degrau em degrau,
em alvorada
por eles me encaminho
no horizonte profundo
para o Além!


No alto
a Cruz, simbolo de Cristo,
luz que se ergue ao olhar
numa imagem de Belém,
numa Aleluia de Páscoa;
em que o mal
(por milagre)
se redime em bem!...


Então... a voar
não resisto
à esperança,
à fé,
à caridade;
e, numa visão
a sonhar
caminho,
pé ante pé
devagar
com segurança
tranquilo
confiante
na ETERNIDADE!

sábado, 14 de novembro de 2009

PRECE DE UM HERÓI



Meu Deus!
Eu não Vos peço
O reino da terra,
Nem o domínio dos mares,
Nem a imensidade celestial!


Eu não Vos peço - Senhor
A glória dos heróis,
Nem a fama dos sábio,
Nem a bondade dos santos!


Eu não desejo que me Dês
O que eu não mereça - Senhor


Não quero a eternidade da vida,
Nem a memória dos séculos!
Não quero o prazer,
Nem a dor,
Nem a guerra,
Nem a paz!


Quero apenas - Senhor
Que a luz do Céu
Me ilumine no caminho
Da honra,
Da fé,
E da coragem!...


Dedicado ao alferes pára-quedista MANUEL JORGE MOTA DA COSTA, morto em Angola – Bungo – em 8 de Maio de 1961.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O VOO MAIS LONGO

Naquela manhã…
Alegre
Esplendorosa
Sobre o cálido mar
No azul dos céus
De asas prateadas
Qual pássaro gigante
Se erguera
Num último adeus...


Tudo era calmo
Em seu redor:
A brisa costumada;
O céu azul;
O mar sereno
das praias de Luanda
Envoltas
Em tépido calor!...


Nisto!
Uma sombra negra
Surge no sul...
Não tardou
O estrondo!
A ave
Com a “CRUZ DE CRISTO”
Ornada
Jamais se fizera
Ouvir...


Duas vidas

Para o
“VOO MAIS LONGO”
Acabavam
De
Partir!...



(Acidente Aéreo em LUANDA – Mussulo- 29/5/1965)Ten.Pilav Aníbal Nunes de Magalhães e 2º Sarg. Pil Manuel Júlio Ferreira da Silva.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

DIA DO ARMISTÍCIO



Às 11 horas e 11 minutos, há 91 anos os combatentes em França concordaram em parar de lutar!

Este acto levou a Paz a uma Europa devastada pela guerra, que acrescentou fome, miséria e injustiça a muitos milhões de pessoas, que em muitos casos sentiram, na pele, a privação, o sofrimento e a dor!

As hostilidades iniciadas em 1914 arrastaram-se até 1918 e terminaram com a assinatura da Paz, o denominado Tratado de Versailles!

A Primeira Grande Guerra ou simplesmente Grande Guerra teve a participação de Portugal, num período crítico da sua História, caracterizado pela instabilidade política e vazio de poder que levou a uma situação de abandono das Tropas Portuguesas, concentradas no Corpo do Expedicionário Português - CEP, que se debatiam em condições difíceis e tenebrosas, especialmente nos campos da Flandres!

Muitos desses valorosos combatentes pereceram aí, lonje da sua Pátria e das suas gentes e foram sepultados no denominado Cemitério Português de Richbourg, em Armentières.

Na primavera seguinte, os campos da Flandres antes adubados com sangue, cobriram-se de vermelho...com milhares de papoilas, celebrando a seiva renascida dos que aí tombaram!